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terça-feira, 8 de setembro de 2020

Prima irmã do vento

Antigamente a meta era vencer, já agora, em pleno setembro de 2020 é sobreviver. Nunca a incerteza esteve tão presente na vida, e com ela vêm o desespero, angústia e ansiedade.

Sem sombras de dúvidas, a pandemia causada pelo novo Corona Vírus mudou a vida de todos. Em meio a tantos males causados, o emocional e psicológico estão entre os maiores devastadores.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Ex-Pajé


Já fazia um tempo que eu não escrevia. Quem acompanha minhas publicações sabe que gosto de compartilhar minhas experiências, sejam elas com filmes, livros, músicas e viagens. A publicação deste texto é de enorme relevância, vez que sua temática é bem abrangente em minha vida.

No ano de 2018 assisti um trailer de um filme, que apareceu em minha tela aleatoriamente. Fiquei muito curioso. Entendi que no momento certo eu sentiria vontade de assistir. O esperado momento chegou, assisti o filme no começo desse mês, julho de 2020.

Nessa publicação expresso minha percepção, reação e grau de satisfação com o filme Ex-Pajé. Lançando em 26 de abril de 2018, pelo cineasta Luíz Bolognesi, trata-se de um documentário brasileiro, com a temática cultural indígena, que tem a seguinte sinopse:

"Um pajé passa a questionar sua fé depois de seu primeiro contato com os brancos, que alegam que sua religião é domoníaca. A missão evangelizadora comandada por um pastor intolerante é questionada quando a morte passa a rondar a aldeia e a sensibilidade do índio em relação aos espíritos da floresta se mostra indispensável."

O que chamou atenção no filme foi sua temática, que a cultura indígena, a começar pelo nome. Pois eu nunca tinha escutado a falar sobre um ex-pajé. Iniciado de forma alegórica nesse contexto, mesmo que de forma urbana, não poderia deixar de conhecer essa obra. E para minha surpresa, não atendeu minhas expectativas.

Acredito que o documentário deixa muito a desejar, vez que seu entendimento requer um pré-conhecimento de ativismo ambiental, bem como agronegócio, extrativismo, história, antropologia e principalmente da teologia colonialista.

Mesmo tendo buscado artigos e vídeos sobre o filme antes de assisti-lo, meu grau de frustração foi grande. Pois a narrativa em sua sinopse cria expectativa que não é atingida, sendo de forma sucinta cria uma fantasia, que não é explorada. Assim sendo o filme se torna cansativo e desinteressante.

Porém, como tive conhecimentos prévios sobre o contexto no tema abordado, pude explorar de forma muito enriquecedora, não levando em conta a decepção. É fascinante a cultura indígena, principalmente no que tange as Regiões Norte e Centro Oeste do Brasil.

Sem dúvidas, esse filme representa fatos muito pouco explorados pela mídia, vez que não há um retorno financeiro. Cabe a sociedade, as organizações defensoras dos direitos humanos, cobrar do governo medidas de respeito e preservação da cultura indígena, bem como fiscalizar os garimpos, os grandes produtores rurais, que muitas vezes não respeitam áreas, que por leis são destinadas exclusivamente para os povos indígenas.

Abaixo deixo informações sobre o filme, obrigado pela leitura, até o próximo texto.

Forte abraço, paz e luz.

Direção: Luiz Bolognesi

Indicações: Grande Prêmio do Cinema Brasileiro - Melhor Montagem de Documentário, Fénix Filme Award for Best Documentary Cinematography.

Elenco: Perpera Suruí, Ubiratan Suruí, Agamenon Suruí, Kabena Cinta Larga, Kennedy Suruí, Mopidmore Suruí e Arildo Gapamé Suruí.

Produção: Luiz Bolognesi, Laís Bodanzky, Caio Gullane, Fabiano Gullane.

Prêmios: Grande Prêmio do Cinema Brasileiro - Melhor Filme de Documentário.

Disponível em:
YouTube
Referências:
Felipe Gama - UESB
Amauri Terto - HuffPost Brasil

segunda-feira, 15 de junho de 2020

A Face Oculta


Ontem vi uma postagem que me causou profunda reflexão. Era uma frase mais ou menos assim: Será que existe alguém que olha para suas fotos e odeia? Ao olhar comentários, entendi que o sentido da postagem. O tal ódio não seria algo merecido, mas sim de inveja.

Penso que se alguém não está satisfeito com as postagens de alguém, deve parar de seguir ou desfazer amizade. Infelizmente nosso sucesso incomoda algumas pessoas, e sim, tem gente ao nosso lado torcendo contra nós. Pode ser um amigo, colega de trabalho, até da família.

Acredito que a função das redes sociais tenha sido para unir as pessoas, para se aproveitar e compartilhar o melhor da vida com quem temos alguma afinidade, sendo elas de perto ou de longe. Porém nem todos usam de forma coerente, respeitosa e sensata.
Me questiono se compensa compartilharmos nossa vida com alguém que evidencia torcer contra nós.

Que Deus, em sua infinita graça, nos proteja dos falsos amigos, dos invejosos. Que nos fortaleça, para continuarmos a lutar e conquistar nossos objetivos.


sábado, 2 de maio de 2020

A Arte de Viver

Com passar do tempo vamos tendo novas experiências, adquirindo conhecimentos e isso nos gera maturidade.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Éramos 5


Éramos 5, Eu, Robenilson, Belo, Diego e Júnior. Nossa galera era muito animada, não tinha tempo ruim, era muita curtição. Fomos sócios na realização de um evento, com a participação da kelly Santos e Laércio Nunes.

Tivemos crise na amizade, mas com o passar dos anos fomos amadurecendo e vencemos as diferenças, mantendo o respeito e cordialidade.

Certo dia Belo Belo viajou de férias e não voltou, sofreu acidente de moto e faleceu no Mato Grosso. Três meses após o falecimento do Belo, Diego faleceu num acidente de carro.

Hoje, infelizmente Robenilson veio a óbito após sete dias internado. Havia levado disparos de tiros por um cliente em seu estabelecimento comercial, de forma muito covarde.

Dos cinco, restaram apenas 2, eu e o Júnior. Atualmente ele mora em Salvador, é casado e pai.
Estou sem chão e inconformado com mortes tão prematuras, de jovens cheios de sonhos e vontade de viver.

Que Deus, Todo Poderoso, em sua infinita graça, conforte os corações dos amigos e familiares.


sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

O Recomeço


O primeiro mês do ano não poderia terminar sem eu publicar um novo texto, afinal no ano passado minha média foi um por mês. É muito bom conseguir manter essa média, talvez até aumentar.

Muitas vezes recomeçar não é uma tarefa fácil, independente de qual seja esse recomeço. Cada peso pode variar de pessoa e situação na qual cada indivíduo se encontra.

Por mais trabalhoso, angustiante, até mesmo desmotivador, o ato de mudança por muitas vezes é um fato inerente ao contexto e se encarrega como uma obrigação e não opção. Portanto, deixemos de reclamar e vamos arregaçar as mangas, encarar a vida como ela é.

Ultimamente tenho buscado o silêncio, o anonimato e os bastidores. Encerro janeiro com uma ferida profunda, que nada vai cicatrizar. Mais um vez fui traído, usado e roubado e iludido. O ano mal começa e já me encontro nessa situação.

Tenho plena convicção de que, seres desonestos, manipuladores, que usam da boa fé de pessoas honestas para cometerem delitos, são seres pobres de espirito.